A poucos dias do fim, CPI do Crime mira o Master mesmo com freios do STF
🤳 Saulo Cruz/Agência Senado
A CPI do Crime Organizado do Senado Federal entra nos seus últimos 9 dias de trabalhos com a tentativa de avançar nas investigações sobre o Banco Master, apesar de freios impostos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e aprovar um relatório até 14 de abril.
A comissão surgiu em meio aos desdobramentos da megaoperação no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV) e da Carbono Oculto, que investigou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis envolvendo do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Porém, como outras iniciativas do Congresso, a comissão também virou o foco para as fraudes bancárias envolvendo Daniel Vorcaro, o fundador do Master.
Amparada por um escopo específico para investigar o crime organizado, o colegiado aprovou uma série de requerimentos que miram toda a cúpula da instituição financeira, como também braços de negócios do banqueiro, além de aliados e familiares. Só Daniel Vorcaro foi alvo de quatro pedidos de convocação aprovados pelo colegiado.
Ao todo, a CPI do Crime Organizado apreciou cerca de 100 requerimentos para investigar as fraudes relacionadas ao Banco Master. Desses, mais da metade (50) foram para a realização de oitivas. O colegiado analisou cerca de 30 pedidos de quebra de sigilo de empresas e pessoas ligadas ao caso.
Nesta semana, o colegiado deverá ouvir o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que comandou a autarquia na liquidação do banco de Daniel Vorcaro. No mesmo dia estava prevista a oitiva do seu antecessor, Roberto Campos Neto, porém, este recebeu um segundo habeas corpus para não comparecer por parte do ministro do STF André Mendonça.
Como na CPMI do INSS, decisões da Justiça têm sido a principal reclamação de parlamentares no desenvolvimento dos trabalhos nas comissões. Em março, após aprovarem a convocação de dois irmãos do ministro Dias Toffoli, o ministro André Mendonça tornou a ida de ambos facultativa.
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