A primeira atitude de Lula após decisão dos EUA sobre facções
REPRODUÇÃO RICARDO STUCKERT
GOVERNO OPTOU POR SILÊNCIO NO PRIMEIRO MOMENTO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve apostar no diálogo direto com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na esperança de esvaziar a estratégia de Flávio Bolsonaro que pavimentou a classificação do PCC e do Comando Vermelho como terroristas.
Segundo aliados do petista, o governo optou por silenciar num primeiro momento após a decisão dos Estados Unidos, para colher subsídios e somente então levar o assunto para discussão com governo americano.
Sob reserva, alguns aliados de Lula admitem que qualquer movimento público neste momento poderia servir de munição eleitoral para Flávio. O time do petista vê um plano do senador para emparedar o presidente na campanha e tentar carimbar no petista a ideia de que ele seria conivente com as facções.
Se Lula falar publicamente contra a decisão dos Estados Unidos, poderia soar quase como uma defesa do crime organizado, resumiu um aliado.
Embora fosse ventilada há tempos, a decisão anunciada ontem pelo governo americano surpreendeu muito a aliados próximos de Lula. Havia o entendimento de que o diálogo estabelecido entre o petista e o governo americano seria suficiente para estancar a ofensiva de Flávio.
COM INFORMAÇÕES DE CNN
