A reação do STF sobre o fim das sanções a Moraes
Ton Molina/ Conteudo Estadão
Os Estados Unidos reverteram a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro e à sua família. O fim da Magnitsky e de outras sanções contra o ministro Alexandre de Moraes e seus familiares repercutiu no Supremo Tribunal Federal (STF).
Conforme um juiz do STF, ouvido pela coluna sob reserva, a decisão foi vista internamente com bons olhos. O interlocutor destacou que o desfecho já era esperado, em virtude da soft diplomacy que vinha sendo exercida há meses por empresários brasileiros — entre eles, os irmãos Joesley — e pelo Itamaraty.
O auxiliar de um integrante do tribunal descreveu o clima nos bastidores, após as notícias, como de alívio. Isso porque o encerramento das medidas reduz a pressão externa sobre o STF e seus integrantes, além de fortalecer Moraes e o governo Lula.
A retirada das sanções a Moraes já vinha sendo analisada há duas semanas pelas autoridades norte-americanas. No começo do mês, o Executivo notificou que a decisão favorável ao ministro do STF faria parte de um acordo comercial entre o Brasil e os Estados Unidos.
Eduardo e Paulo Figueiredo se manifestaram
Articuladores das sanções, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o comentarista Paulo Figueiredo se pronunciaram. Em nota, ambos afirmam que a sociedade brasileira perdeu uma janela de oportunidade. Segundo eles, a falta de coesão e o apoio insuficiente a iniciativas no exterior teriam contribuído para o agravamento do cenário atual.
com informações de Revista Oeste
