A repercussão internacional da prisão domiciliar para Bolsonaro
REPRODUÇÃO CNN
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou nesta terça, 24, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vá para a prisão domiciliar nos próximos 90 dias, para se recuperar de uma broncopneumonia bacteriana que o levou para a UTI nas últimas semanas.
Jornais internacionais repercutiram a decisão do ministro, com publicações no inglês The Guardian, os norte-americanos Bloomberg e The Washington Post, o espanhol El País, o argentino Clarín, entre outros.
O Guardian ressaltou o caráter temporário da medida, mas apontou que “historicamente, a Suprema Corte brasileira só reverte a concessão de prisão domiciliar se a saúde do preso melhorar dramaticamente ou se houver alguma violação das medidas estabelecidas, como não fazer declarações públicas, publicar nas redes sociais ou dar entrevistas.”
A Bloomberg apontou que a decisão de Moraes “vem em um momento de tensão intensa na mais alta corte devido às aparentes conexões de Moraes e do ministro Dias Toffoli com Daniel Vorcaro, o ex-CEO do Banco Master, uma instituição liquidada agora no centro de um enorme escândalo que envolve acusações de fraude.”
Já o Washington Post lembrou que Bolsonaro foi internado no mesmo dia em que o governo brasileiro revogou o visto do representante dos Estados Unidos Darren Beattie, que pretendia visitar o ex-presidente na prisão. “O Ministério das Relações Exteriores argumentou que o pedido de Beattie era uma interferência em assuntos internos”, diz o texto.
O El País lembrou que Moraes relutou em conceder a mudança no regime a Bolsonaro devido ao histórico do ex-presidente, que “quando em prisão domiciliar como detento preventivo, violou as medidas cautelares diversas vezes e chegou a tentar remover à força a tornozeleira eletrônica que monitorava seus movimentos.”
O Clarín relatou os acontecimentos e incluiu a reação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que comemorou a decisão com uma publicação no Instagram. “Obrigada, meu Deus!”, ela escreveu.
Com informações de VEJA
