À revelia de Fachin, inquérito das fake news deve continuar até o ano que vem (ou mais)

O ministro Alexandre de Moraes, relator do controverso inquérito das fake news, aberto ainda em 2019 - 10/09/2025 (Evaristo Sa/AFP)

O ministro Alexandre de Moraes, relator do controverso inquérito das fake news, aberto ainda em 2019 - 10/09/2025 (Evaristo Sa/AFP)

O inquérito das fake news em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) deve continuar por mais tempo do que o esperado, podendo se estender até 2027 ou além, mesmo diante de tentativas internas de encerrar a investigação.

De acordo com informações divulgadas pela revista Veja, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, tem defendido o fim do inquérito, mas enfrenta resistência dentro da própria Corte. A tendência é que a decisão final fique nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, que não demonstra intenção de encerrar a apuração no curto prazo. ()

O inquérito foi aberto em 2019 com o objetivo de investigar ameaças, ataques e a disseminação de desinformação contra ministros do STF. Ao longo dos anos, porém, o escopo da investigação foi ampliado e passou a incluir diferentes episódios, como manifestações políticas, declarações de autoridades e até suspeitas de vazamento de dados. ()

⚖️ Divergência dentro do STF

A continuidade do inquérito expõe divergências entre os ministros da Corte. Fachin considera importante discutir o encerramento do processo, mas integrantes do tribunal avaliam que essa decisão dificilmente será tomada agora. ()

Por outro lado, Moraes, que deve assumir a presidência do STF nos próximos anos, pode optar por manter o inquérito ativo, especialmente em um cenário político polarizado e próximo de eleições. ()

🧩 Um inquérito amplo e controverso

O caso é alvo de críticas por sua duração — já são cerca de sete anos — e pela amplitude das investigações, que abrangem desde ataques nas redes sociais até episódios envolvendo figuras políticas e aliados de governos. ()

Críticos afirmam que a falta de prazo definido e critérios claros levanta questionamentos sobre segurança jurídica. Já defensores argumentam que o inquérito foi essencial para proteger instituições democráticas diante de ameaças e campanhas de desinformação. ()

🧠 Resumo

👉 O inquérito das fake news deve continuar pelo menos até 2027
👉 Há divergência no STF sobre encerrar ou manter a investigação
👉 A decisão final depende do relator, Alexandre de Moraes
👉 O caso segue sendo um dos mais polêmicos da Corte

A discussão sobre o futuro do inquérito deve continuar nos próximos anos, especialmente com a aproximação de novos ciclos eleitorais e o aumento da pressão política sobre o STF.