Acordão do STF no caso Master poupa Toffoli e revela irritação de ministros com a PF

(Foto: Antonio Augusto/STF)

A decisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de retirar de Dias Toffoli a relatoria do inquérito do Banco Master, mas sem declarar sua suspeição para atuar no caso, além de ser irregular juridicamente, camufla uma tentativa de abafar as suspeitas levantadas pela Polícia Federal (PF) sobre a relação dele com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Na reunião fechada que selou o acordo, nesta quinta-feira (12), vários ministros criticaram duramente a PF por investigar Toffoli sem autorização formal da Corte. Ao considerar que os investigadores produziram provas de forma ilegal contra o colega, também indicaram um caminho para descartar, de pronto, qualquer consequência penal contra Toffoli. Na reunião com os ministros, Toffoli também buscou demonstrar que seus negócios seriam lícitos (leia mais adiante as explicações do ministro sobre sua empresa).

Pelo acordo costurado pelos atuais 10 integrantes da Corte, Toffoli abriu mão da supervisão das investigações, em troca do arquivamento de uma ação, aberta pelo presidente do tribunal, Edson Fachin, na qual sua atuação, contaminada por um possível conflito de interesses, seria examinada a fundo e de forma detalhada numa sessão secreta no plenário. A deliberação poderia expor um racha interno entre aliados de Toffoli e ministros favoráveis à sua saída, piorando ainda mais o clima interno.

Com informações gazeta do povo