Acusações de desvio de foco envolvem STF, Banco Master e caso Marielle
Foto: Dayane Pires/CMRJ
O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia, na Primeira Turma, o julgamento da ação penal relacionada ao assassinato da vereadora Marielle Franco, em meio à crise relacionada ao Banco Master.
Desde o fim do ano passado, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli passaram a ser associados indiretamente ao banco e ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Moraes teve o nome associado a um contrato de R$ 3,6 milhões mensais que teria como beneficiária sua mulher, Viviane Barci. Segundo o jornal O Globo, ele também teria procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar de temas ligados ao Master.
Nunca foi tão fácil ficar bem informado com O Antagonista
Já Toffoli foi citado por integrantes da Polícia Federal como suposto beneficiário de repasses de R$ 35 milhões por meio da empresa Maridt S.A., da qual é sócio. A companhia é controlada por dois irmãos do ministro.
No STF, integrantes da Corte avaliam que o julgamento do caso Marielle pode representar um ponto de virada. Segundo o que apurou O Antagonista, a ideia é ‘tirar o STF’ das cordas a partir desta semana.
Serão julgados Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ); João Francisco Brazão, conhecido como Chiquinho Brazão, ex-deputado federal; Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro; e Ronald Paulo de Alves, ex-policial militar. Eles respondem por duplo homicídio qualificado — pela morte de Marielle e do motorista Anderson Gomes — e por tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves.
O ex-assessor do TCE-RJ Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, responde, ao lado dos irmãos Brazão, pelo crime de organização criminosa.
O processo tramita no Supremo em razão do suposto envolvimento de Chiquinho Brazão, que exercia mandato de deputado federal à época da investigação.
Desde 2023, o STF restabeleceu a competência das Turmas para julgar ações penais envolvendo autoridades com foro na Corte, com exceção do presidente e do vice-presidente da República, dos presidentes da Câmara e do Senado, dos próprios ministros do STF e do procurador-geral da República, cujos casos permanecem sob análise do Plenário.
Fonte: O antagonista
