Advogada acorda do coma de 59 dias após resgatar família em incêndio e descobre que Erika Hilton foi eleita a mulher do ano

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Enquanto inúmeras mulheres anônimas arriscam a própria vida para salvar outras, a escolha simbólica do que se chama de “mulher do ano” volta a gerar debate.

Um exemplo recente de heroísmo veio de Cascavel, no Paraná. A advogada Juliane Vieira, de 28 anos, passou 59 dias em coma após um incêndio devastador em seu apartamento. Ela sofreu queimaduras em cerca de 63% do corpo e segue internada em Londrina, onde já consegue interagir com a família. Antes de perder a consciência, Juliane protagonizou uma cena extrema: conseguiu salvar a mãe, Sueli, e o primo de apenas 4 anos, Pietro, retirando ambos do imóvel em chamas. Imagens mostram a jovem pendurada em um ar-condicionado para concluir o resgate.

Apesar de Juliane ter sido a mais gravemente ferida, os familiares também precisaram de atendimento médico. Todos sobreviveram graças à ação desesperada e corajosa da advogada.

Casos como o de Juliane expõem um contraste que incomoda parte da sociedade: enquanto mulheres comuns demonstram coragem concreta, sacrifício real e heroísmo silencioso, a revista Marie Claire escolheu como “mulher do ano” a deputada trans Érika Hilton, decisão vista por críticos como mais ideológica do que baseada em feitos de impacto direto na vida de outras pessoas.

com informações de @inestirbr