Alexandre de Moraes questiona qualificação de irmão de Michelle Bolsonaro para atuar como cuidador de Jair Bolsonaro; CONFIRA:
Michelle Bolsonaro, o irmão Eduardo Torres e o ex-prsidente Jair Bolsonaro (Instagram/@eduardotorres/Reprodução)
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira, 6, que a defesa de Jair Bolsonaro explique qual é a qualificação do irmão de Michelle Bolsonaro, Eduardo Torres, para trabalhar como cuidador do ex-presidente na prisão domiciliar. Antes, no regime fechado,
ele ficava responsável pela entrega das marmitas da alimentação de Bolsonaro. Agora, os advogados pediram que Torres – que é pré-candidato a deputado distrital no DF – seja autorizado a entrar na residência para trabalhar como cuidador.
“A defesa, entretanto, apresentou o nome de Carlos Eduardo Antunes Torres, sem qualquer indicação de sua qualificação como enfermeiro ou técnico de enfermagem, descrevendo-o como irmão de criação da esposa do réu (filho de sua madrasta) e ‘pessoa de confiança da família e que já exerceu a atividade de
acompanhante do Peticionário em outros momentos'”, diz trecho da decisão. Mais adiante, o ministro ordena: “Determino que a defesa do custodiado apresente as qualificações profissionais de Carlos Eduardo Antunes Torres, em cumprimento à decisão de 24/3/2026”.
Quando Moraes autorizou a ida de Bolsonaro para a prisão domiciliar, fixou uma série de restrições, proibindo todas as visitas – estão liberados apenas médicos, advogados e a família mais próxima, como os filhos. Torres é irmão de criação de Michelle e, por isso, não poderia ir à casa de Bolsonaro. O ex-presidente vinha recebendo várias visitas de correligionários e ajudando na formação dos
palanques do PL em todo o país. Moraes também o proibiu de ter celular, redes sociais e a sua residência é monitorada 24 horas por dia pela Polícia Federal.
Pré-candidatura
Em outubro, Torres sairá candidato a deputado distrital pelo PL, cargo a que já concorreu em 2022, quando ficou como suplente. A VEJA, ele afirma que, caso Moraes o libere para cuidar de Bolsonaro, a prioridade é o ex-presidente: “A gente mantém primeiro atenção a ele, e depois a agenda”, afirma. A ideia é alternar os cuidados com Michelle.
Torres diz que, nas eleições deste ano, “manteremos os mesmos valores”, com foco na pauta da liberdade, e que irá para as urnas com “mais trabalho, mais tempo pela rua, tendo conversado e conhecido mais pessoas” do que em 2022. Há quatro anos ele recebeu 16.990 votos para o cargo.
Com informações de Veja.
