Allyson lidera espontânea no RN e Cadu Xavier aparece com maior rejeição; estimulada da Veritá gera estranheza nos bastidores

Reprodução/ Rede social Instituto Veritá

A nova rodada da pesquisa Veritá para o Governo do Rio Grande do Norte trouxe um dado que reforça o crescimento político do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), no cenário estadual. No levantamento espontâneo — considerado por muitos analistas o mais importante por medir a lembrança natural do eleitor — Allyson aparece na liderança com 36,2% dos votos válidos, superando o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL), que surge com 31,2%. Cadu Xavier (PT) aparece em terceiro, com 26,1%.

O dado é visto nos bastidores como um sinal claro de consolidação da imagem de Allyson no interior e também de avanço em regiões onde Álvaro esperava ter maior vantagem. A espontânea costuma refletir força orgânica e presença real na memória do eleitor, sem a influência de uma lista pré-apresentada de candidatos.

Outro ponto que chamou atenção foi a rejeição de Cadu Xavier. O candidato ligado ao grupo da governadora Fátima Bezerra aparece com a maior rejeição do levantamento, atingindo 45,8%. O número é considerado extremamente elevado para alguém que ainda tenta ampliar seu nível de conhecimento popular no Estado. Álvaro Dias aparece com 38,3% de rejeição, enquanto Allyson registra apenas 1,1%, índice que impressiona aliados e analistas políticos.

Nos bastidores da política potiguar, o dado de rejeição de Allyson é tratado como um dos mais perigosos para os adversários. Isso porque campanhas majoritárias costumam ser definidas não apenas por intenção de voto, mas também pela capacidade de crescimento sem resistência do eleitorado.

Apesar disso, a pesquisa também trouxe um cenário que causou estranheza entre observadores políticos. Na modalidade estimulada, a Veritá coloca Álvaro Dias numericamente à frente de Allyson Bezerra, com 36,9% contra 32,4%. O resultado destoa de outras pesquisas divulgadas recentemente no Rio Grande do Norte, que vinham apontando Allyson em posição de liderança ou empate técnico consolidado.

A divergência levantou questionamentos nos bastidores políticos e entre analistas eleitorais, especialmente porque o cenário espontâneo — normalmente mais difícil para candidatos menos consolidados — mostra Allyson liderando com vantagem sobre Álvaro. Para interlocutores da política potiguar, a diferença entre os números espontâneos e estimulados da Veritá deve alimentar ainda mais o debate sobre o real cenário da corrida ao Governo do RN em 2026.