América do Sul hoje: quais países são governados pela esquerda e pela direita; CONFIRA:
O atual mapa da política na América do Sul é marcado por uma divisão quase equilibrada de países governados pela direita e pela esquerda.
Do total de doze países independentes do continente sul-americano, cinco possuem governantes alinhados à direita e sete à esquerda, de acordo com o cenário de março de 2026.
Enquanto alguns dos territórios permanecem no mesmo espectro político de anos atrás, outros passaram por reviravoltas nas últimas eleições presidenciais. Confira o mapa abaixo, em que é possível visualizar a alternância entre países de direita e de esquerda da América do Sul.
Países de direita da América do Sul
Economista ultraliberal, Javier Milei assumiu a presidência da Argentina em dezembro de 2023, após ser eleito no 2º turno com 55,6% dos votos. No 1º turno, o político do partido LLA (La Libertad Avanza) havia ficado atrás do peronista Sergio Massa. As próximas eleições da Argentina acontecem em 2027.
Nas Eleições da Bolívia de 2025, Rodrigo Paz Pereira, do PDC (Partido Democrata Cristão), venceu o rival Jorge “Tuto” Quiroga no 2º turno, com 54,6% dos votos. O senador de centro-direita tomou posse da presidência em novembro, encerrando quase 20 anos de domínio do MAS (Movimento ao Socialismo).
Também em 2025, o Chile elegeu um candidato alinhado à direita. Com um duro discurso em termos de segurança e imigração, José Antonio Kast, do PR (Partido Republicano), obteve 58,16% dos votos no 2º turno das eleições, derrotando a candidata comunista Jeannette Jara. O direitista assumiu o mandato em março de 2026.
No Equador, o centro-direitista Daniel Noboa, do movimento ADN (Ação Democrática Nacional), foi reeleito em 2025, com e 55,8% dos votos, contra cerca de 44,1% da sua rival Luisa González. O empresário, de 38 anos, tornou-se o presidente mais jovem da história do país.
Entre os países de direita da América do Sul está o Paraguai. O conservador Santiago Peña, da ANR (Associação Nacional Republicana), assumiu o mandato em 2023 após sair vitorioso das Eleições em turno único, com cerca de 43% dos votos. O seu partido, também conhecido como “Colorado”, domina o poder do país de forma quase ininterrupta desde 1947.
Países governados pela esquerda na América do Sul
Atualmente, o Brasil é um dos países governados pela esquerda na América do Sul. O esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva, filiado ao PT (Partido dos Trabalhadores), venceu as eleições de 2022 no 2º turno, com 50,9% dos votos. Ele derrotou Jair Bolsonaro, que concorria pela reeleição. Com a vitória, o petista está no seu terceiro mandato. Nas eleições de outubro de 2026, Lula irá disputar novamente a presidência.
Gustavo Petro, da coalizão Pacto Histórico, foi eleito presidente da Colômbia em 2022, com 50,5% dos votos contra o candidato Rodolfo Hernández. O economista e ex-combatente da guerrilha M-19 tornou-se o primeiro governante de esquerda do país. As próximas eleições presidenciais acontecem em maio de 2026.
Em setembro de 2025, o centro-esquerdista Irfaan Ali, do PPP/C (Partido Progressista Popular/Cívico), foi reeleito para o segundo mandato como presidente da Guiana, com 55% dos votos.
Após a destituição do líder José Jerí, investigado por tráfico de influência e má conduta, em fevereiro de 2026, o deputado do partido de esquerda Peru Libre José María Balcázar tomou posse como presidente interino do Peru. Os cidadãos devem eleger o novo presidente em abril.
Suriname também é um dos países governados pela esquerda na América do Sul. Jennifer Geerlings-Simons, do NDP (Partido Nacional Democrático), foi eleita a primeira mulher presidente do país, assumindo o mandato em julho de 2025.
O esquerdista Yamandú Orsi, membro da coalizão Frente Ampla, é o atual presidente do Uruguai. Ele foi eleito em 2024 com 49,8% dos votos, tomando posse em 2025. Seu governo representou o retorno da esquerda no poder do país, após a ascensão à presidência de Lacalle Pou, em 2020.
Depois da captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em janeiro de 2026, sua vice Delcy Rodríguez, do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), tomou posse como presidente interina da Venezuela. Atualmente, a situação é de incerteza política, sem um cronograma eleitoral definido.
Com informações de ND MAIS.
