Apensar das tentativas, Lula não consegue convencer os entregadores de jeito nenhum

Apensar das tentativas, Lula não consegue convencer os entregadores de jeito nenhum

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Apesar das tentativas de se aproximar dos trabalhadores de aplicativos, o governo do presidente Lula (PT) ainda não conseguiu ampliar sua interlocução com a categoria nem elevar a remuneração desses profissionais. Como parte da estratégia, o governo apostou na nomeação de Guilherme Boulos (Psol) para a Secretaria-Geral da Presidência, com a missão de fortalecer o diálogo com o setor. Entre as medidas anunciadas está a exigência de que as plataformas discriminem, de forma detalhada, os valores repassados aos trabalhadores. Na prática, porém, algumas empresas ainda não cumprem a determinação.

Os sindicatos dizem reconhecer os esforços de Lula, mas afirmam que eles não se refletem na remuneração da classe. “É a mesma coisa que dizer que o governo vai abrir uma linha de crédito para que os garis comprem as suas próprias vassouras”, disse Renato Assad, membro-fundador da ONTDR (Organização Nacional dos Trabalhadores sobre Duas Rodas).

Linhas de crédito O governo também lançou uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para que motoristas de aplicativo e taxistas possam comprar veículos novos com juros reduzidos. Além disso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibilizou um financiamento de R$ 340 milhões para a Tembici, com o objetivo de reduzir o custo do aluguel de bicicletas elétricas para entregadores.

Perfil da categoria Dados do IBGE mostram que cerca de 1,7 milhão de pessoas trabalham em aplicativos de transporte e entrega no Brasil. Desse total, 84% é composto por homens e pretos. A maioria está na faixa etária de 25 a 39 anos, com rendimento mensal de R$ 2.996.

Com informações de O Antagonista