Após governo Lula recusar enquadrar CV e PCC como terrorismo, criminosos usam drones com bombas no RJ
REPRODUÇÃO CONEXÃO POLÍTICA
Agora, poucos meses após a negativa, o Rio de Janeiro registra mais uma escalada do poder dessas organizações. Durante uma megaoperação deflagrada nesta terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão, criminosos ligados ao CV usaram drones para lançar bombas contra policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da Polícia Militar.
A comitiva norte-americana, liderada por David Gamble, responsável pela estratégia de sanções do Departamento de Estado, defendeu que a designação do PCC e do CV como terroristas facilitaria a aplicação de sanções internacionais, o bloqueio de ativos financeiros e o fortalecimento da cooperação em segurança. Washington argumentou que as facções operam em escala transnacional, com presença identificada em ao menos 12 estados americanos, além de conexões com redes de tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro.
Segundo os EUA, o enquadramento das facções brasileiras na lista de terrorismo seria uma medida de segurança nacional, semelhante à adotada contra cartéis mexicanos e milícias latino-americanas. A classificação permitiria aplicar instrumentos legais de combate ao terrorismo, incluindo restrições de viagem, congelamento de bens e compartilhamento de dados financeiros entre países.
O governo Lula rejeitou o pedido sob o argumento de que a legislação brasileira exige motivações ideológicas, religiosas ou raciais para caracterizar terrorismo. De acordo com o secretário nacional de segurança pública, Mário Sarrubo, o enquadramento de facções criminosas como terroristas “não se aplica ao contexto jurídico brasileiro”.
