Aprovado por apenas 16 votos: Messias é a indicação mais fraca para o o STF desde 2002
Foto: Metrópoles
A aprovação de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado por meros 16 votos, a menor adesão desde a indicação de Gilmar Mendes em 2002, expõe de forma crua a fragilidade política e a falta de prestígio da escolha de Lula para o Supremo Tribunal Federal.
Em vez de um nome de amplo reconhecimento jurídico e consenso institucional, o governo optou por um fiel escudeiro da Advocacia-Geral da União, cuja passagem pelo cargo foi marcada mais por alinhamento ao Palácio do Planalto do que por contribuições notáveis ao direito constitucional, resultando em um placar apertado que revela resistências significativas mesmo em uma comissão historicamente favorável a indicações presidenciais.
Esse desempenho medíocre não apenas sinaliza o alto grau de polarização e descrédito que envolve o STF, cada vez mais visto como extensão do poder político, mas também questiona a qualidade das nomeações que têm transformado a Corte em um bastião de ativismo judicial, onde lealdades partidárias pesam mais que mérito e independência.
No fim das contas, um nome aprovado por tão pouco respaldo chegaria ao tribunal já enfraquecido, reforçando a percepção de que o Supremo se tornou menos guardião da Constituição e mais arena de acomodação de interesses do momento.
COM INFORMAÇÕES DE DIÁRIO 360
