Áudios revelam plano de ataques terroristas no entro do Rio; OUÇA ÁUDIOS
REPRODUÇÃO DE VÍDEO
A coluna Mirelle Pinheiro teve acesso a gravações de áudio compartilhadas entre o grupo “Geração Z”, alvo de operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ). Os integrantes planejavam um ataque terrorista em Brasília (DF), Rio de Janeiro e São Paulo (SP).
Nos áudios, um homem aparentemente convida outra pessoa para se juntar ao grupo que, segundo ele, é composto por cinco pessoas: “A gente vai fazer uns ataques para chamar a atenção”, diz.
Em outro trecho, ele diz que está tudo certo, e que a “missão” — como se refere ao ataque terrorista. “A gente vai fazer essa missão antes do dia 2, tá ligado?”, informa.
O homem ainda questiona a pessoa com quem conversa se ela é do Rio de Janeiro. “Relaxa, você vai entender o que a gente ‘tá’ querendo fazer, entendeu? Só quero saber se tu ‘tá’ disposto a fazer. Vai ser seguro, cara. A gente já ‘tá’ planejando o que a gente vai fazer”.
A ação, deflagrada nesta segunda (2) e batizada de Operação Break Chain, foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) e resultou, até o momento, na prisão de três pessoas.
Segundo a polícia, os investigados planejavam manifestações antidemocráticas com emprego de bombas caseiras e coquetéis molotov.
No Rio, o alvo seria a área em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no Centro da cidade. Os atos estavam previstos para ocorrer às 14h desta segunda (2).
A investigação começou após a DRCI identificar grupos de mensagens e perfis em redes sociais criados para organizar protestos simultâneos em diferentes estados do país.
A Polícia Civil verificou que, embora se apresentassem como movimentos apartidários e anticorrupção, os integrantes promoviam discursos de radicalização e incentivavam ações violentas.
Inicialmente, a operação previa o cumprimento de medidas cautelares contra quatro pessoas. No entanto, novas informações obtidas ao longo da manhã levaram à identificação de outros 13 envolvidos, o que motivou a representação por mais mandados de busca e apreensão, posteriormente autorizados pela Justiça.
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