Banco Master e família Vorcaro vão, enfim, a julgamento por fraude no mercado financeiro; VEJA DATA

Banco Master e família Vorcaro vão, enfim, a julgamento por suspeita de fraude no mercado financeiro; VEJA DATA

Daniel Vorcaro — Foto: Agência O Globo

Após acumular poeira nos escaninhos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por mais de cinco anos, um processo que acusa o Banco Master e a família Vorcaro de participarem de operações fraudulentas no mercado vai, enfim, a julgamento.

O colegiado do órgão pautou para 8 de setembro o julgamento do processo que envolve operações potencialmente fraudulentas por meio da negociação de cotas do fundo imobiliário Brazil Realty. O caso chegou a ser citado na decisão da Justiça que prendeu Vorcaro.

São 19 acusados, entre eles o Banco Master, Daniel Vorcaro, seu pai, Henrique Vorcaro, e seu primo, Felipe Cançado Vorcaro. No meio do turbilhão do caso Master, o banco e Daniel Vorcaro nem sequer constituíram advogados para defendê-los diante do colegiado da CVM. A relatoria é do diretor João Accioly.

Os fatos apurados ocorreram em 2018, mas, três anos depois — em outubro de 2021 —, o Banco Master, Daniel Vorcaro e outros acusados procuraram a CVM para propor um termo de compromisso. Ou seja: pagar um valor para encerrar o processo.

Em dezembro de 2024, o relator Otto Lobo — hoje presidente da CVM — pediu vista do caso. A proposta só voltou a ser discutida seis meses depois, com uma surpresa: Lobo, que, em teoria, analisou o caso a fundo por um semestre, decidiu não apresentar seu voto, surpreendendo observadores da CVM. Na mesma sessão do colegiado, o diretor João Accioly pediu vista.

O caso só voltou a ser avaliado em dezembro do ano passado, depois da eclosão do escândalo. Na ocasião, a CVM rejeitou a proposta dos acusados. Vorcaro e Master propunham pagar R$ 10,89 milhões para não serem julgados.
Com informações de O GLOBO