Batalha eleitoral em Pernambuco: Troca de acusações e protestos agitam campanha; SAIBA MAIS

Facebook/João Campos

EDIÇÃO DA SEMANA | Na segunda-feira 2, enquanto discursava na Assembleia Legislativa de Pernambuco na reabertura dos trabalhos do parlamento, a governadora Raquel Lyra (PSD) foi vaiada pela oposição, que entoava o grito “Raquel prometeu, não cumpriu”, em referência às 250 creches que disse que entregaria — a primeira ficou pronta no fim de 2025. No dia seguinte, foi a vez de o prefeito do Recife, João Campos (PSB), ser alvo de um barulhento protesto, com faixas e cartazes de “fora, João” em frente à Câmara Municipal enquanto era lido um pedido de impeachment contra ele por crime de responsabilidade.

Os dois acontecimentos não são episódios isolados na política local recente, mas parte de uma batalha campal instaurada no cenário pré-eleitoral, com duras trocas de acusações entre os dois principais concorrentes ao governo do estado em outubro. A guerra, que já se desenrolava no Ministério Público e na Polícia Civil locais, chegou ao Supremo, em Brasília, e já bateu na Polícia Federal. Ex-aliados e membros de um mesmo partido no passado, o PSB, Raquel Lyra e João Campos vêm de famílias tradicionais (João Lyra, pai de Raquel, foi vice-governador de Eduardo Campos, pai de João), mas hoje polarizam a política local.

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