Bispo beija crânio de santa Águeda, morta há 2 mil anos e gera reação na internet; VEJA MOMENTO

Bispo beija crânio de santa Águeda, morta há 2 mil anos e gera reação na internet; VEJA MOMENTO

Bispo de Catânia, Luigi Renna, beijando o crânio de santa Águeda Foto: Frames de vídeo / Arquidiocese de Catânia

Durante uma celebração religiosa na Sicília, uma cena chamou a atenção do público e viralizou nas redes sociais: o bispo de Catânia, Luigi Renna, beijando o crânio de quase 2 mil anos de santa Águeda.

Usando luvas, o bispo segurou a peça diante dos fiéis antes de depositá-la em um busto relicário, que posteriormente foi fechado e coroado pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano e encarregado de presidir a missa na cidade italiana.

O ato fez parte dos eventos de nove séculos do retorno dos restos mortais da santa à sua terra natal, ocasião que remonta a 17 de agosto de 1126, quando as peças desembarcaram em Aci Castello e seguiram em procissão até Catânia, após terem sido levadas a Constantinopla no século 11 pelos bizantinos.

O gesto do bispo recebeu críticas por parte da comunidade cristã nas redes sociais que o acusou de incorrer em idolatria e culto aos mortos. A Arquidiocese de Catânia não se pronunciou sobre o caso.

Ainda no evento, uma carta enviada pelo papa Leão XIV ao cardeal Parolin afirmou que o martírio da santa representa a vitória da graça sobre a violência, da fé sobre o medo e da caridade sobre a morte.

Nascida no ano de 235 em uma família nobre e abastada, Águeda decidiu dedicar a juventude à fé cristã, mas passou a ser perseguida a partir de 250 durante a onda de repressão movida pelo imperador romano Décio. Por se recusar a renunciar às suas convicções, a jovem foi submetida a graves torturas ordenadas pelo procônsul Quinciano, que incluíram a mutilação de seus seios.

A tradição católica relata que, ao retornar à cela, ela recebeu a visita de são Pedro, que curou suas feridas, mas a insistência em manter sua religião diante do tribunal fez com que o governante ordenasse sua morte por queimaduras em carvão em 5 de fevereiro de 251.

Além do patronato da cidade, o sofrimento físico enfrentado durante o martírio fez com que a mártir passasse a ser venerada globalmente como a protetora das mulheres diagnosticadas com doenças mamárias.

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Com informações de PLENO NEWS