CASO BENÍCIO: justiça impede prisão de médica acusada de matar criança por prescrição errada

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A médica investigada pela morte do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, responderá em liberdade às investigações sobre o caso. A decisão foi proferida pela Justiça por meio da concessão de um habeas corpus preventivo. O caso ocorreu no Hospital Santa Júlia, em Manaus, após a aplicação de uma medicação com dosagem incorreta.

De acordo com o delegado Marcelo Martins, titular do 24º Distrito Integrado de Polícia, a Polícia Civil trata o caso como homicídio doloso qualificado por crueldade. A medicação aplicada por via intravenosa foi uma dosagem de adrenalina que, segundo os pais da criança, causou uma reação imediata e levou a uma sequência de paradas cardíacas até a morte.

Benício deu entrada na unidade hospitalar no último sábado, 23, com sintomas de tosse seca e suspeita de laringite. A prescrição médica incluiu lavagem nasal, soro, xarope e três doses de adrenalina intravenosa, com 3 ml a cada 30 minutos. Ainda segundo os relatos da família, a técnica de enfermagem teria mencionado que nunca havia aplicado adrenalina por essa via, mas que cumpriria a orientação conforme a receita médica.

Após a primeira aplicação, a criança apresentou piora súbita. A oxigenação caiu para aproximadamente 75%, e ele foi encaminhado para a sala vermelha. Uma segunda médica foi acionada para iniciar o monitoramento cardíaco.

Posteriormente, a criança foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva, onde foi intubada por volta das 23h. Durante o procedimento, Benício sofreu várias paradas cardíacas e faleceu às 2h55 da madrugada de domingo, 24.

A médica e a técnica de enfermagem prestaram depoimento à Polícia Civil nesta sexta-feira, 28. Ambas foram afastadas de suas funções pelo hospital. Documentos da instituição e relatos coletados no inquérito indicam que a criança sofreu ao menos seis paradas cardíacas antes do óbito.

Testemunhas informaram que a médica teria demorado a prestar socorro após ser avisada do agravamento do quadro da criança. A polícia afirma que esse comportamento pode ser interpretado como indiferença diante do risco à vida do paciente. A defesa da médica nega as acusações.

com informações de Conexão Política