CASO HISTÓRICO; Pai de novo ministro colombiano foi m0rto por Pablo Escobar

Reprodução/ (O Antagonista)

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, confirmou nesta sexta-feira, 26, a escolha de Rodrigo Lara para chefiar o Ministério do Interior a partir de 7 de agosto.

O nome integra o primeiro anúncio de gabinete feito pelo advogado e político de direita, que venceu a eleição presidencial e terá como tarefa imediata negociar apoio em um Legislativo marcado pela força da oposição de esquerda ligada a Gustavo Petro.

Pai de novo ministro foi morto por Pablo Escobar

A indicação ganha contorno simbólico pela trajetória pessoal do indicado. Pai de Lara, Rodrigo Lara Bonilla ocupou a pasta da Justiça durante o período mais agudo do enfrentamento ao narcotráfico no país e morreu em emboscada a tiros em 1984, em Bogotá, crime atribuído ao chefe do Cartel de Medellín, Pablo Escobar.

A organização criminosa buscava, na época, frear a extradição de seus integrantes para os Estados Unidos.

Lara tinha apenas oito anos quando o pai foi morto. Após o atentado, a família deixou o país e se instalou na Europa, onde o futuro ministro permaneceu por um período antes de voltar à Colômbia.

O novo presidente colombiano usou as redes sociais para anunciar a nomeação, recorrendo a um vídeo produzido com inteligência artificial e destacando a resiliência do indicado: “Aquele que NUNCA, apesar de ser vítima de violência, deixou de trabalhar por seu país”.

Em resposta à publicação, Lara também se manifestou no X, sinalizando disposição ao diálogo político: “Vamos forjar um grande acordo sobre as questões fundamentais que nos unirão e que perdurarão”.

Trajetória política e desafios à frente

Apesar de cultivar a imagem de outsider, o futuro ministro tem histórico de proximidade com setores tradicionais da direita.

Em 2006, integrou o governo do então presidente Álvaro Uribe como responsável pelo combate à corrupção. Já como parlamentar, atuou em temas vinculados ao acordo de paz firmado com a extinta guerrilha das Farc durante a gestão de Juan Manuel Santos.

Com informações de de O Antagonista