Enquanto isso, as legendas do Centrão tentam viabilizar candidaturas próprias ao menos para marcar posição e resistem às tentativas de aproximação tanto do PL do pré-candidato Flávio Bolsonaro quanto do PT de Lula.
Calendário eleitoral
- As convenções partidárias acontecem de 20 de julho a 5 de agosto, quando partidos e federações poderão realizar os eventos para deliberar sobre coligações e definir candidatas e candidatos aos cargos em disputa.
- As eleições para os cargos de deputadas e deputados estaduais, federais e distritais, senadoras e senadores, governadores, além do cargo de presidente da República, devem ocorrer nos dias 4 de outubro (1º turno) e 25 de outubro (2º turno).
- As datas já foram confirmadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A tendência é que alguns partidos, como o MDB, mantenham a neutralidade e liberem seus diretórios estaduais. Na campanha eleitoral de 2022, o MDB seguiu uma estratégia parecida. No primeiro turno, o partido apostou em um projeto próprio, lançando Simone Tebet, então senadora, como candidata ao Planalto.
Uma pesquisa recente realizada pelo partido revelou um racha interno na sigla em relação ao tema. O levantamento aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem o apoio do MDB em 10 estados, mas é rejeitado em 16 e no Distrito Federal.
Já o Republicanos ainda aguarda uma data para reunir a cúpula e discutir internamente como irá se posicionar nas eleições.
O Progressistas, do mesmo modo, ainda não decidiu oficialmente que rumo deve seguir, apesar de o presidente da sigla, senador Ciro Nogueira, já ter defendido publicamente, em algumas ocasiões, o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O União Brasil é outro partido de centro que segue indeciso sobre como deve orientar seus filiados. Até o momento, o dirigente principal da sigla, Antonio Rueda, evita falar publicamente sobre o tema.