Cerca de 300 mil idosos brasileiros têm algum grau de Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Idosos preocupados com as contas - Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy

A discussão sobre o autismo em idosos tem ganhado espaço no Brasil à medida que novos dados revelam a presença do Transtorno do Espectro Autista (TEA) também nas faixas etárias mais avançadas, apontando para um número significativo de pessoas de 60 anos ou mais no espectro e evidenciando uma realidade que por muito tempo permaneceu pouco visível para famílias e serviços de saúde.
Qual é a prevalência do autismo em idosos no Brasil?

Estudos recentes apontam que a prevalência de TEA em idosos no país gira em torno de 0,86% entre pessoas com 60 anos ou mais, o que representa centenas de milhares de indivíduos. Observa-se uma leve diferença entre os sexos, com taxas ligeiramente superiores entre homens, com base em dados do Censo Demográfico de 2022 cruzados com estimativas científicas.

Em escala global, estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que cerca de 70 milhões de pessoas vivem com algum grau de autismo, reforçando o caráter mundial dessa condição. No Brasil, o levantamento em idosos é um passo inicial para dimensionar a demanda por serviços de diagnóstico, acompanhamento e suporte ao longo do envelhecimento.

Fonte: Terra Brasil Notícia