comissão de direitos humanos OEA quer explicações sobre a morte de “clezão” preso do 8/1
foto: conexão política
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA), solicitou ao Estado brasileiro informações detalhadas sobre a morte de Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como “Clezão”, detido preventivamente no âmbito dos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro.
Cleriston morreu em novembro na Penitenciária da Papuda, em Brasília, após complicações de saúde. A defesa já havia apresentado pedido para que ele fosse transferido para prisão domiciliar, fundamentado em seu estado clínico, e a Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou com o pleito mais de dois meses antes do óbito. Apesar disso, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), não chegou a deliberar sobre a solicitação.
O documento da CIDH, de acordo com o jornalista Samuel Pancher, do Metrópoles, foi endereçado aos peticionários do caso de número P-596-24. A comissão pede esclarecimentos sobre as medidas adotadas em relação ao falecimento de Cleriston, incluindo a existência de eventuais apurações judiciais ou administrativas, e solicita documentação médica ou legal que comprove as circunstâncias da morte, bem como possível omissão de atendimento.
Além do caso de Cleriston, a CIDH questiona o governo brasileiro sobre a situação de outras 104 pessoas condenadas pelo STF no contexto do 8 de janeiro. A entidade pede informações sobre recursos apresentados, situação atual de privação de liberdade e eventual cumprimento de trâmites internos antes da apresentação das denúncias internacionais.
Com informações conexão política
