Este período de liderança do Brasil à frente de eventos internacionais coincidiu com a terceira passagem do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à frente do Palácio do Planalto. Lula aproveitou os espaços para levantar bandeiras. Ao mesmo tempo que algumas das premissas defendidas pelo petista tiveram êxito, outras demandas encampadas por ele não foram adiante.
Presidências do Brasil
- G20 – 1º de dezembro de 2023 a 30 de novembro de 2024;
- Brics – 1º de janeiro de 2025 a 31 de dezembro de 2025;
- Mercosul – 3 de julho de 2025 a 31 de dezembro de 2025;
- COP30 – evento realizado do dia 10 de novembro de 2025 a 21 de novembro de 2025.
O ciclo de protagonismo do Brasil em eventos internacionais iniciou em 1º de dezembro de 2023, quando o país assumiu a dianteira do grupo das 19 maiores economias do mundo, mais a União Europeia e a União Africana, o G20. De lá para cá, o Brasil presidiu o Brics, agora sedia a COP30 e, em dezembro, encerra o atual mandato na presidência do Mercosul.
A passagem do Brasil pela presidência do G20, a partir de dezembro de 2023, foi a primeira da história. Lula indicou três eixos para o comando exercido na instituição: combate à fome, pobreza e desigualdade; o desenvolvimento sustentável em três dimensões (econômica, social e ambiental); e a reforma da governança global.
Em novembro de 2024, a Declaração final da Cúpula dos Líderes do G20 apresentou consenso sobre questão importante da sustentabilidade. Os chefes de Estado e representantes reconheceram a necessidade de atuar para alcançar a meta de limitar o aumento da temperatura média global abaixo de 2°C. Também foi admitido que os impactos da mudança do clima serão significativamente menores com elevação limitada a 1,5°C.
Ainda no campo da sustentabilidade, houve manifestações de apoio ao Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF), que visa preservar a cobertura vegetal. A iniciativa agora começa a se materializar na COP30. Já a reforma da governança global não andou.
Por outro lado, o compromisso de países com a Aliança Global contra a Fome e a taxação dos super-ricos foram trunfos, pelo menos em documentos oficiais.
Embora tenha havido consenso em pontos propostos pelo Brasil, o êxito no encontroesteve por um fio. A Argentina ameaçava não assinar o documento, o que exigiu habilidade da diplomacia verde-amarela. O Brasil passou o comando do G20 à África do Sul, que encerra o ciclo no fim deste mês.
Brics
A virada para 2025 manteve o Brasil em evidência no cenário internacional com a presidência do Brics, agrupamento formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, bem como por outros membros recém-admitidos – Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã.
Para a gestão do bloco, o país listou sete pontos de relevância: cooperação em saúde global; comércio, investimentos e finanças; mudança climática; governança da inteligência artificial; arquitetura multilateral de paz e segurança; e desenvolvimento institucional.
Com informações metrópoles