Copa nos EUA gera receio entre ministros do STF de serem barrados em estádios; VEJA

Victor Piemonte/STF

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm evitado a ideia de assistir aos jogos da Copa do Mundo realizados nos Estados Unidos. O receio é serem barrados na chegada aos aeroportos ou até mesmo na entrada dos estádios por eventuais efeitos remanescentes da Lei Magnitsky.

Não é possível saber se os magistrados seguem total ou parcialmente sujeitos aos efeitos das sanções do governo de Donald Trump. No ano passado, a administração norte-americana sancionou Alexandre de Moraes com base a Lei Magnitsky e restringiu vistos de várias autoridades. Só Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques teriam sido poupados.

Em dezembro passado, os EUA retiraram a sanção aplicada a Moraes dias depois de um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os vistos, contudo, permanecem uma incógnita e ninguém quer arriscar o constrangimento de ser barrado na imigração.

O ministro Luís Roberto Barroso deixou o STF logo após o término de sua Presidência em outubro. A Magnitsky estava em vigor. Ele declarou várias vezes que a restrição a vistos era “desagradável”. “Essa questão dos Estados Unidos quanto ao visto é desagradável”, afirmou à CNN Brasil. “Uma pena que tem acontecido, é injusto, mas não deixa de ser uma competência discricionária de cada país”, continuou.

A Copa do Mundo é disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. Ao menos na primeira fase, o Brasil jogará apenas nos Estados Unidos.

governo americano restringiu os deslocamentos da seleção do Irã dentro do país, meio ao conflito armado entre os dois países no Oriente Médio. Os iranianos reclamaram à Fifa (Federação Internacional das Associações de Futebol), a organizadora da Copa.

Com informações de Metrópoles