Cuba e Venezuela voltam ao centro das discussões após nova lei do BNDES reacender debate sobre dívidas bilionárias
📸 André Telles/BNDES
O Brasil vive uma situação delicada: enquanto o governo retoma o financiamento do BNDES para obras no exterior, o país ainda tenta recuperar dívidas bilionárias deixadas por Cuba (US$ 676 milhões) e Venezuela (US$ 1,2 bilhão), após calotes em operações passadas.
🏗️ O presidente Lula sancionou uma lei que permite novos empréstimos do BNDES para exportação de serviços de engenharia, retomando a atuação de construtoras brasileiras em obras internacionais. Quando o país contratante não paga, o prejuízo é coberto pelo Fundo de Garantia à Exportação — na prática, com recursos da União.
📄 À CNN Brasil, o Ministério da Fazenda afirmou que não há previsão para regularização das dívidas. Segundo a pasta, a cobrança segue por meio de negociações bilaterais e fóruns internacionais, com incidência de juros sobre os valores atrasados.
⚖️ A nova lei também cria mecanismos para reduzir riscos de novos calotes, como maior transparência nas operações e proibição de empréstimos a países inadimplentes.
📉 No auge das empreiteiras brasileiras no exterior, o país chegou a ter quase 2,5% do mercado global de engenharia. Após a Lava Jato e a suspensão dos financiamentos, esse espaço diminuiu — mas as dívidas de Cuba e Venezuela continuam pesando sobre o Brasil.
COM INFORMAÇÕES DE CNN
