PLANTÃO DBN: Cuba mata quatro tripulantes de uma lancha rápida civil dos Estados Unidos
RAMON ESPINOSA (AP)
A Tropa Guardafronteira de Cuba abateu, nesta quarta-feira, quatro tripulantes de uma lancha rápida procedente dos EUA que não obedeceu à ordem de parada em águas territoriais e abriu fogo contra a embarcação policial, informou o Ministério do Interior (Minint).
O comunicado também afirmou que outras seis pessoas que estavam na lancha rápida ficaram feridas, assim como “o comandante da embarcação cubana”, na qual patrulhavam ao todo cinco agentes. Todos os feridos “foram evacuados e receberam assistência médica”.
O ministério não forneceu dados sobre identidade, nacionalidade ou possíveis motivações dos integrantes da lancha. Segundo a nota, a embarcação “aproximou-se a uma milha náutica ao nordeste do canalizo El Pino, em Cayo Falcones, município de Corralillo, província de Villa Clara”, em águas territoriais cubanas.
“Diante dos desafios atuais, Cuba reafirma sua vontade de proteger suas águas territoriais, tendo como base que a defesa nacional é um pilar fundamental do Estado cubano para proteger sua soberania e a estabilidade na região. As investigações seguem a cargo das autoridades competentes para o completo esclarecimento dos fatos”, diz o comunicado do Ministério do Interior.
Nos últimos anos, foram registrados vários incidentes desse tipo, dois deles em 2022. Em um dos casos, uma lancha rápida vinda dos Estados Unidos disparou contra forças guardafronteiras cubanas perto de Villa Clara e feriu um oficial cubano.
O outro episódio ocorreu em Bahía Honda (oeste), quando uma embarcação também procedente dos EUA colidiu com uma patrulheira do Ministério do Interior, resultando no naufrágio da primeira e na morte de vários tripulantes.
As autoridades da ilha relatam com frequência o achado de lanchas rápidas abandonadas ou capturadas na costa norte (Ciego de Ávila, Villa Clara, Havana), usadas frequentemente para buscar potenciais migrantes, classificando essas ações como “violações territoriais e tráfico humano”.
Com informações de El País
