Departamento dos EUA confirma que Martins não viajou a Orlando em 30/12/22

Foto: Arthur Max/MRE
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12/06/2024 16:35 | 3 min de leitura


Órgão do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (EUA), a Alfândega e Proteção de Fronteiras informou que a viagem mais recente de Filipe Martins àquele país ocorreu em 18 de setembro de 2022, com destino a Nova York. Martins ocupou o cargo de assessor para Assuntos Internacionais da Presidência no governo anterior.

Martins está preso há quatro meses porque o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspeita que o ex-assessor teria viajado para Orlando em uma comitiva do então presidente Jair Bolsonaro. Moraes tomou como base a delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de Bolsonaro.

A defesa de Martins já havia dito que o ex-assessor não esteve em Orlando na data informada por Moraes. Além disso, a própria Alfândega já comunicara que não havia registros da entrada de Martins nos EUA naquele período.

O documento referente a isso, e obtido por Oeste, porém, só veio à tona agora.

Outras evidências de que Filipe Martins estava no Brasil no fim de 2022
Há poucas semanas, a defesa de Martins reuniu comprovantes da Uber que reforçam a tese de que o ex-assessor não viajou aos EUA em 30 de dezembro de 2022.

Conforme os documentos juntados pelos advogados, aos quais Oeste teve acesso, Martins esteve em uma hamburgueria no centro de Brasília, em 30 de dezembro. No dia seguinte, ele se dirigiu ao aeroporto da capital federal para viajar a Curitiba.

Ao chegar à cidade, ele também usou o serviço por aplicativo, de acordo com os comprovantes. Na ocasião da presença de Martins em Curitiba, Bolsonaro já havia embarcado para o estrangeiro.

Bilhetes de passagens aéreas

Em fevereiro deste ano, a Revista Oeste revelou a existência de bilhetes de passagens aéreas que comprovaram a presença de Martins no Brasil na data alegada por Moraes para mandar prendê-lo.

Interpelada pelo STF semanas depois, a Latam confirmou a ida do ex-assessor para a capital paranaense.

Há quase uma semana, Moraes ignorou essas provas e rejeitou um pedido de soltura do ex-assessor de Bolsonaro.

Fonte: Revista Oeste

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