Deputado pede ao Exército Brasileiro processo disciplinar contra general por acusação de intimidação
O deputado federal Marcel van Hatten em discurso no plenário da Câmara — Foto: Reprodução/ O Globo
O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) afirmou que vai solicitar a abertura de um processo disciplinar contra o chefe da assessoria parlamentar, general Emílio Vanderlei Ribeiro, após relatar ter sido alvo de uma suposta tentativa de intimidação. Segundo o parlamentar, o episódio ocorreu na última quarta-feira.
Em nota, Van Hattem informou que um vídeo divulgado por perfis ligados a seus aliados registra uma discussão entre ele e o militar. De acordo com o deputado, o chefe da assessoria parlamentar do Exército teria tentado convencê-lo a não seguir com a convocação do comandante do Exército, general Tomás Paiva, para prestar esclarecimentos à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.
Procurado, o Exército Brasileiro não se pronunciou sobre o caso.
Após o episódio, o deputado reiterou a defesa da convocação de Tomás Paiva ao colegiado, alegando que o comandante deveria explicar o que classificou como uma postura “vacilante” diante de supostas pressões atribuídas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
“É inacreditável que alguns representantes do generalato do Exército busquem ameaçar parlamentares dentro da Câmara por causa de suas opiniões. A censura feita por Alexandre de Moraes passou a ser ensinada ao comandante Tomás e a seus subordinados imediatos de ocasião? Essa postura mancha a reputação e a história do Exército brasileiro, sobre o qual tenho respeito como instituição”, afirmou o deputado.
Além do pedido de abertura de processo disciplinar, Van Hattem informou que pretende registrar ocorrência na Polícia Legislativa da Câmara e solicitar o descredenciamento do general Emílio da função de chefe da assessoria parlamentar do Exército no Congresso.
A oposição na Câmara também declarou que estuda medidas para evitar novos episódios semelhantes, incluindo a possibilidade de restringir o acesso do oficial às dependências do Legislativo.
Com informações de OGlobo.
