Dirigentes que deram aval a investimentos no Master serão responsabilizados
Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Corregedoria da Caixa Econômica Federal instaurou dois processos disciplinares para apurar irregularidades cometidas por empregados e dirigentes da Caixa Asset após denúncia sobre alteração no processo de análise de pesquisa reputacional de sócios de empresas que o banco discutia habilitar para iniciar relações comerciais. O caso está relacionado à discussão sobre a aquisição de R$ 500 milhões em letras financeiras do Banco Master em 2024, que acabou rejeitada.
Os nomes dos envolvidos são mantidos em sigilo e a Caixa não detalhou, quando questionada pela coluna, se um dos investigados é o ex-diretor de Gestão de Fundos de Investimento, Igor Macedo Laino, que foi multado em R$ 10 mil pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por “não observar o dever de diligência e as boas práticas de governança” nos relatórios que produziu sobre o Master.
Laino deixou de “diversos achados do Relatório da Pesquisa Reputacional do Banco Master sobre a integridade” dos representantes do banco e omitiu notícias desabonadoras e processos contra eles, segundo o TCU.
De acordo com documento obtido pela coluna, ainda em julho de 2024, mesmo mês em que a Caixa Asset discutiu comprar letras financeiras do Master, a corregedoria do banco instaurou um procedimento apuratório (que tem o nome interno de ANAPRE) para apurar “indícios de irregularidades cometidas no âmbito da CAIXA Asset, tendo em vista o recebimento de denúncias sobre o tema”.
O procedimento foi finalizado em fevereiro de 2025 e, a partir dos achados dessa investigação preliminar, a corregedoria decidiu instaurar um Processo Disciplinar e Civil (PDC), para apurar irregularidades cometidas por empregados Caixa, e, de forma apartada, também um Processo Disciplinar de Dirigente (PDD). Em janeiro passado, os processos estavam em fase de defesa escrita – questionada, a Caixa não atualizou o andamento.
Com informações metrópoles
