Donald Trump amplia sanções dos Estados Unidos contra o governo de Cuba; VEJA DETALHES:

Sanções são mais um golpe imposto a Cuba por parte do governo Trump Reprodução / Record News

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (1º) um decreto que amplia as sanções contra o governo de Cuba, em um momento de intensificação da pressão sobre Havana. A informação foi confirmada por duas autoridades da Casa Branca à agência Reuters.

Segundo as autoridades, as novas medidas atingem indivíduos, entidades e afiliados que apoiam o aparato de segurança do governo cubano ou que estejam envolvidos em corrupção ou graves violações de direitos humanos. Também entram no alcance das sanções agentes, funcionários ou apoiadores do regime.

A ordem executiva não detalha imediatamente todos os nomes ou alvos específicos, mas prevê punições a “qualquer pessoa estrangeira” que atue em setores estratégicos da economia cubana, como energia, defesa, mineração, metais, serviços financeiros e segurança, além de outros segmentos que possam ser definidos posteriormente.

A medida também autoriza sanções secundárias contra quem realizar ou facilitar transações com os alvos já atingidos, ampliando o alcance das restrições, segundo autoridades americanas.

O presidente cubano Miguel Díaz-Canel reagiu afirmando que as novas medidas representam um reforço do bloqueio “brutal e genocida” imposto pelos Estados Unidos à ilha. Já o chanceler Bruno Rodríguez classificou as sanções como “coercitivas” e disse que elas representam uma tentativa de impor “punição coletiva ao povo cubano”, reforçando que a população não será intimidada.

O ex-investigador de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA, Jeremy Paner, avaliou que esta é uma das medidas mais significativas já aplicadas contra empresas estrangeiras desde o início do embargo a Cuba. Segundo ele, companhias dos setores de petróleo, gás, mineração e bancos tendem a ser as mais afetadas.

As novas sanções fazem parte de uma estratégia mais ampla do governo Trump, que tem intensificado a pressão sobre Cuba e já declarou que o país estaria próximo de um colapso. O governo também acusa Havana de manter relações com o Irã e grupos como o Hezbollah.

Autoridades americanas afirmam ainda que Cuba oferece um ambiente favorável para atividades de inteligência estrangeira e operações consideradas hostis, além de estar a menos de 160 km do território dos Estados Unidos, o que é visto como uma preocupação de segurança nacional.

Em meio às tensões, o governo dos EUA exige mudanças estruturais em Cuba, incluindo abertura econômica, indenizações por propriedades expropriadas após a Revolução e eleições livres. O governo cubano, por sua vez, afirma que seu sistema político não está em negociação.

Com informações de Notícias R7.