Exonerações e tensão interna abalam credibilidade do IBGE antes do PIB

Exonerações e tensão interna abalam credibilidade do IBGE antes do PIB

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

À frente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 2023, o economista Márcio Pochmann tem produzido o efeito que parte do mercado e do próprio corpo técnico temia desde sua indicação: arranhar a credibilidade da instituição responsável por mensurar a realidade econômica do país.

No auge de um embate com servidores que se arrasta desde o segundo ano da gestão, classificada como “personalista” e “autoritária”, a exoneração da coordenadora da área responsável pelo cálculo do PIB, Rebeca Palis, em 19 de janeiro, funcionou como estopim para a crise. O ruído ultrapassou os corredores do IBGE e ganhou as redes sociais sob a forma de suspeitas de “maquiagem” de dados.

Após a saída de Palis, pelo menos três integrantes da equipe — Cristiano Martins, Claudia Dionísio e Amanda Tavares — deixaram suas funções de confiança em solidariedade, aprofundando a crise em uma das áreas técnicas mais sensíveis do instituto.

A turbulência obrigou a Associação dos Servidores do IBGE (Assibge) a divulgar nota pública para desmentir eventual interferência metodológica. A entidade esclareceu que as críticas da categoria se dirigem à gestão e não à produção técnica dos indicadores. A entidade afirma que “em momento algum acolheu denúncias de interferências técnicas na metodologia das pesquisas ou em seus resultados.”

Fonte: Gazetadopovo