Flávio Bolsonaro avança nas pesquisas, assusta PT e Lula pode ficar de fora da disputa
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Nos bastidores do Partido dos Trabalhadores (PT), lideranças já discutem a possibilidade de um “plano B” para as eleições presidenciais de 2026. A avaliação interna considera o risco de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não disputar o pleito, cenário que até pouco tempo era visto como improvável.
De acordo com integrantes da sigla, o debate surge em meio a preocupações com o aumento da rejeição ao atual governo e a incertezas sobre o desempenho eleitoral de Lula em um eventual novo confronto nas urnas. A leitura de parte do partido é que uma candidatura sem garantias de vitória poderia impactar negativamente o legado político do presidente.
Embora ainda não exista qualquer decisão oficial, o tema já circula com mais frequência entre dirigentes petistas, indicando uma mudança de postura estratégica. Publicamente, o partido segue defendendo Lula como principal nome para a disputa, mas internamente reconhece a necessidade de avaliar alternativas.
Entre os possíveis substitutos, dois nomes ganham destaque: o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que já disputou a presidência em 2018, e o ministro da Educação, Camilo Santana, considerado uma aposta em ascensão dentro do partido.
O cenário político projetado para 2026 continua sendo de forte polarização. O crescimento de possíveis adversários também é monitorado pelo PT, que avalia que esse movimento pode refletir tanto a reorganização da oposição quanto o desgaste natural do governo.
Apesar das discussões, a definição sobre a candidatura ainda depende de fatores como o desempenho da gestão atual, o cenário econômico e a evolução do quadro político nos próximos anos.
