Fundo eleitoral de 4,9 bilhões é repassado para o TSE; Confira a divisão entre partidos
(Foto:Fotos: José Cruz, Tânia Rego/ Agência Brasil; Antônio Augusto/TSE)
Na última segunda-feira (1º), a União, por meio do Tesouro Nacional, depositou na conta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a bagatela de R$ 4,9 bilhões. O depósito cumpre exigência legal e é relativo ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o chamado “fundão eleitoral”. É recurso do bolso do contribuinte que vai para os partidos políticos bancarem os seus candidatos na eleição de 2026.
Quando foi instituído, em 2017, o fundão tinha o objetivo de substituir o dinheiro das empresas, proibido naquele ano pelo Supremo, por uma fonte pública e fiscalizável.
A promessa era sanear as campanhas. Desde então, o instrumento virou a principal fonte de custeio eleitoral do país e não parou de crescer.
Detalhe: os valores atuais, quase R$ 5 bilhões, fazem deste o maior fundão eleitoral da história, bancado pelo contribuinte.
Os números denunciam a escalada. O governo propôs R$ 1 bilhão para 2026. O Congresso multiplicou a cifra por cinco. Entretanto, o discurso da austeridade segue intacto nos mesmos plenários.
Somada ao Fundo Partidário, estimado em R$ 1,4 bilhão, a cifra revela o que poucos brasileiros sabem: os partidos devem receber neste ano R$ 6,3 bilhões em dinheiro público.
COM INFORMAÇÕES DE @DIARIODONORDESTE
