Magno Malta promete renunciar ao seu mandato caso haja prova de agressão contra Téc. de Enfermagem;
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
O senador Magno Malta (PL-ES) afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que pode renunciar ao mandato caso surjam imagens que comprovem a acusação de agressão feita por uma técnica de enfermagem durante atendimento no Hospital DF Star, em Brasília.
O parlamentar está internado desde quinta-feira (30), após sofrer um mal súbito enquanto estava no Congresso Nacional.
“Se aparecer algum vídeo em que eu esteja batendo no rosto da enfermeira, quebrando o óculos dela, eu renuncio ao meu mandato”, declarou o senador na gravação divulgada neste sábado (2).
A profissional de enfermagem, de 27 anos, afirma que foi agredida com um tapa no rosto e ofendida com palavras como “imunda” e “incompetente” durante a realização de um exame de angiotomografia.
De acordo com o boletim de ocorrência, ela relatou que o impacto chegou a entortar seus óculos e que deixou o local imediatamente após o episódio.
Ainda segundo o registro policial, a situação teria ocorrido após um problema na aplicação do contraste, que provocou extravasamento do líquido no braço do senador.
Senador nega agressão
Magno Malta nega as acusações e afirma que sua reação ocorreu em função das dores causadas por um suposto erro no procedimento.
O parlamentar e sua equipe informaram que irão solicitar uma apuração completa do caso, incluindo acesso às imagens de segurança e realização de perícia.
Ele também declarou que avalia adotar medidas judiciais, incluindo uma possível ação por danos morais.
Ainda no sábado, o senador afirmou ter registrado um boletim de ocorrência no qual relatou que, “em razão do quadro clínico, da dor aguda e do uso de medicação, apresentou reação compatível com o sofrimento físico, sem, contudo, praticar qualquer agressão física contra profissionais de saúde”.
Magno Malta também alegou que houve falha na aplicação do contraste por parte da técnica e classificou o caso como uma “perseguição” e uma “guerra espiritual”.
O Hospital DF Star informou que abriu uma apuração administrativa sobre o ocorrido e que está prestando apoio à funcionária.
Já o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) repudiou o episódio e destacou que nenhuma circunstância justifica agressões, afirmando que casos desse tipo devem ser tratados com o rigor da lei.
Com informações de O Antagonista.
