Marina Silva defende penas mais duras e se posiciona contra anistia dos envolvidos no 8 de janeiro; VEJA:
Ministra Marina Silva • REUTERS/Adriano Machado
Durante um ato em referência ao Dia do Trabalhador, realizado na sexta-feira (1º), na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva fez críticas às propostas de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e defendeu o aumento das punições aplicadas aos condenados.
Em seu discurso, Marina classificou as propostas de anistia como uma “vergonha” e afirmou que as penas não deveriam ser reduzidas, mas ampliadas.
“Eles se escondem atrás da multidão na covardia do anonimato”, disse. “A pena para eles não deveria ser menor, deveria ser maior.” Ao final, ela ainda gritou “sem anistia”.
Debate sobre o PL da dosimetria
A fala ocorreu no mesmo contexto em que o Congresso derrubou vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao chamado PL da Dosimetria, que trata da redução de penas para envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
O projeto segue gerando debate político e jurídico sobre a proporcionalidade das punições aplicadas aos condenados.
Defesa de mudanças na jornada de trabalho
No mesmo evento, Marina também defendeu o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua por seis dias seguidos e descansa um.
Segundo ela, o formato prejudica o descanso e a qualidade de vida.
“Quando você só tem um dia, isso não é descanso”, afirmou. “Principalmente nós, mulheres, no dia de descanso é quando a maioria trabalha mais e volta na segunda-feira mais cansada do que na sexta-feira.”
Ato do Dia do Trabalhador
O evento aconteceu na Praça Roosevelt e reuniu movimentos sociais, centrais sindicais e representantes políticos em defesa de mudanças nas relações de trabalho e de pautas trabalhistas.
As manifestações foram descentralizadas neste ano, com atividades em diferentes pontos da capital paulista e região metropolitana.
Com informações de Revista Oeste:
