Michelle e Janja: pesquisa mostra quem tem mais prestígio no eleitorado

(Fernando Bizerra/EFE e Zack Stencil/PL/Reprodução)
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24/05/2024 08:18 | 4 min de leitura


A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro leva ligeira vantagem na simpatia do eleitorado brasileiro em comparação com a atual primeira-dama Janja da Silva, segundo levantamento feito pelo instituto Paraná Pesquisas entre o final de abril e o começo de maio e divulgado nesta sexta-feira, 24.

A pesquisa perguntou com qual das duas mulheres o entrevistado mais simpatiza. O resultado foi 43,4% de preferência por Michelle Bolsonaro, contra 34,7% que manifestaram esse sentimento por Janja. Outros 16,1% dos eleitores responderam “nenhuma das duas”, enquanto 5,9% não souberam ou não quiseram opinar.

No recorte geográfico, Janja aparece como a preferida no Nordeste, reduto histórico do eleitorado do PT, com 43,4% de aprovação contra 32,9% de Michelle — nas demais regiões, a esposa de Jair Bolsonaro vence em popularidade. Já na estratificação por idade e gênero, a socióloga casada com Lula é a preferida entre as mulheres e o eleitorado mais jovem (16 a 24 anos), enquanto a ex-primeira-dama lidera entre o público masculino e todas as outras faixas etárias.

Mesmo cargo, estilos distintos
Desde o início do terceiro mandato presidencial de Lula, tornou-se evidente a diferença entre Janja e Michelle no exercício da função de primeira-dama. Enquanto a esposa do ex-presidente desempenhou um papel mais discreto, priorizando o ativismo junto a pessoas com deficiência auditiva, a socióloga petista deixou clara sua intenção de participar ativamente do governo e do debate político no país.

Ainda durante a campanha de Lula, em 2022, Janja declarou seu plano de “ressignificar o conceito de primeira-dama” no caso de vitória do marido nas urnas. Durante o período eleitoral, se destacou como organizadora de encontros do petista com a sociedade civil, em especial na articulação com artistas e celebridades. No governo, é frequentemente apontada como alguém que exerce influência em várias agendas do governo e na defesa junto a Lula de pautas ligadas às mulheres e minorias, entre outros.

Apesar da discrição que manteve durante boa parte do mandato de Bolsonaro, Michelle também mergulhou na campanha eleitoral do marido, durante o acirrado embate com Lula em 2022, especialmente junto ao eleitorado religioso. Evangélica, a ex-primeira-dama foi presença constante em templos pelo país, eventualmente acompanhada do marido. Sua atuação na eleição a credenciou a se tornar presidente do PL Mulher, uma das principais apostas do partido para atrair filiados e potencial candidata a algum cargo eletivo — inclusive para Presidência da República.

Pesquisa
O Paraná Pesquisas entrevistou 2.020 eleitores em 160 municípios distribuídos pelos 26 estados e pelo Distrito Federal, entre os dias 27 de abril e 1º de maio de 2024. O grau de confiança da pesquisa é de 95%. A margem de erro é estimada em 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Fonte: Veja

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