Morte de ex-delegado foi vingança por prisão de ladrões de banco, diz polícia

🤳 Divulgação/Polícia Civil
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13/01/2026 20:04 | 5 min de leitura


O secretário da Segurança Pública de São Paulo (SSP), Osvaldo Nico Gonçalves, disse, nesta terça-feira (13/1), que os três presos apontados como mandantes do assa55inat0 do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes teriam encomendado o crime como uma vingança por prisões ocorridas desde 2005. Outras hipóteses, no entanto, não estão descartadas, e o grupo poderia ter agido com apoio de outras pessoas.

Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, “Azul”, Márcio Serapião Pinheiro, “Velhote”, e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, “Manoelzinho”, seriam assaltantes de banco e teriam relação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

“São pessoas que são assaltantes de banco que foram presos pelo Ruy quando ele atuava diretamente contra o crime organizado”, disse Nico, em entrevista coletiva. “Nada está descartado. Mas, para nós, 90% de chance, mais de 90%, de ter relação com isso”, acrescentou.

O secretário afirmou que a execução teria sido planejada em uma lanchonete de Mongaguá, no litoral sul de São Paulo, em março de 2025, seis meses antes da execução.

“Foi uma reunião entre os três muito próximo da casa da mãe de um deles, e muito próximo da casa de um outro. Nós tínhamos os nomes desde dezembro, mas era preciso realizar as prisões de forma conjunta”, afirmou a diretora do Departamento de Homicídios (DHPP), Ivalda Aleixo.

O diretor do Departamento de Investigações Criminais (Deic), Ronaldo Sayeg, disse que não está descartada, por exemplo, a hipótese de que o crime teria relação com a atuação de Ruy Ferraz como secretário da Administração da Praia Grande.

“Nós temos duas linhas principais desde o início das investigação, que permanecem até hoje, uma é o histórico de combate ao crime organizado do dr. Ruy, algo que remete ao passado dele, e a outra mais voltada à alguma irregularidade na Praia Grande, algo atual”, explicou.

Como revelado pelo Metrópoles, o ex-delegado-geral preparava um dossiê contra funcionários da prefeitura do município por suspeita de envolvimento em um esquema de fraude de licitações.

COM INFORMAÇOES DE METRÓPOLES

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