Não vai ter picanha
Foto: Ricardo Stuckert/PR
O governo Lula já definiu as pautas que considera prioritárias no Congresso em 2026.
A lista inclui propostas populistas, como o fim da escala de seis dias de trabalho por um dia de descanso no país e a implementação de tarifa zero no transporte público.
Ambas as medidas têm forte apelo popular e, por isso, crescem aos olhos do Executivo num ano eleitoral.
Entretanto, elas trazem uma série de riscos do ponto de vista econômico. Sendo assim, por pressão do lobby de setores afetados e por oposição de parlamentares, tendem a não serem aprovadas pela Câmara e pelo Senado.
No caso do fim da escala 6×1, a medida é fortemente criticada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo os empresários, uma mudança nessa direção diminuiria ainda mais a competitividade da indústria brasileira.
Além disso, representa um risco significativo à sustentabilidade dos negócios e à criação de empregos formais.
Para a CNI, qualquer mudança na legislação trabalhista deve considerar a diversidade de realidades produtivas do Brasil, já que empresas menores em regiões mais carentes poderiam ter dificuldade em contratar mais funcionários para se adaptar.
“De forma geral, alterações legais que reduzam o limite semanal de trabalho abaixo de 44 horas podem restringir o espaço da negociação e comprometer a segurança jurídica, sobretudo em um ambiente que exige modernização das relações do trabalho, previsibilidade regulatória e sustentabilidade empresarial”, diz a entidade.
Estimativas da confederação apontam que, se houver redução do limite semanal de trabalho para 36 horas e trabalho em apenas quatro dias da semana (escala 4×3), o gasto com empregados formais pode subir 20,7% no país.
Na indústria, o custo com empregados formais subiria 178,8 bilhões de reais (25,1%). No setor público, o aumento seria de 150,4 bilhões de reais (23,7%).
O fim da escala 6×1 impactaria ainda o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.
“Se a gente trabalha menos horas, temos menos PIB
com informações de CRUSOE/O Antagonista
