Nova realidade das famílias brasileiras após canetas emagrecedoras

Nova realidade das famílias brasileiras após canetas emagrecedoras

📸 Banco de Imagens | Canva

USO DO MEDICAMENTO CRESCEU NOS ÚLTIMOS ANOS | “Pra gente que é obeso, é libertador”, “é uma coisa muito impressionante, revolucionou”. As frases de pacientes de medicamentos injetáveis para o tratamento de obesidade e diabetes, as famosas ‘canetas emagrecedoras’, revelam uma mudança de paradigma na medicina que provoca mudanças na sociedade brasileira.

Uma pesquisa do Instituto Locomotiva divulgada em abril deste ano mostra que 62% dos brasileiros afirmam conhecer alguém que fez ou ainda faz uso de medicamentos à base de semaglutida ou trizepatida. O levantamento ainda revela que em 33% dos domicílios os entrevistados relataram ter ao menos um morador que usou ou ainda usa as canetas.

No final do ano passado, esse percentual era de 26%. A pesquisa foi realizada entre 3 e 9 de fevereiro com 1.004 pessoas de todo o país, com amostra ponderada de acordo com o perfil da população brasileira na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A diretora da regional de Minas Gerais da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Bruna Galvão, explica que as canetas atuam no estômago reduzindo o esvaziamento gástrico para aumentar a saciedade, e também no sistema nervoso central para diminuir o apetite.

“A gente não gosta do termo ‘caneta emagrecedora’, porque fica parecendo um tratamento estético, quando na verdade é um tratamento de doença, mas acabou se popularizando. Essas canetas vão atuar em alguns hormônios, diferente da sibutramina que atuava somente em neurotransmissores. A semaglutida tem efeito similar ao GLP-1, um hormônio que a gente produz, e a tirzepatida tem efeito de GLP-1 e GIP, outro hormônio”, disse.

com informações de @itatiaiaoficial