O fiador da reaproximação entre ministro Alexandre de Moraes e André Esteves; VEJA

O fiador da reaproximação entre ministro Alexandre de Moraes e André Esteves; VEJA

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o dono do BTG Pactual, André Esteves — Foto: Cristiano Mariz/O Globo e Bloomberg

Levou um ano e envolveu pelo menos meia dúzia de figurões o esforço para reaproximar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes do dono do BTG Pactual, André Esteves. Mas um deles, o ex-presidente Michel Temer, teve papel decisivo.

Moraes e Esteves estavam rompidos desde abril do ano passado, quando o ministro passou a responsabilizar o banqueiro pela publicação de matérias sobre sua ligação com Daniel Vorcaro, já que o dono do BTG era o maior adversário do CEO do Banco Master na Faria Lima. Até que, na semana passada, os dois foram vistos juntos e em clima de harmonia num jantar durante o Gilmarpalooza, evento promovido por Gilmar Mendes em Lisboa.

O que pouca gente sabe é que, em Portugal, porém, a reaproximação já havia sido selada. De acordo com três pessoas envolvidas na campanha pró-Esteves junto a Moraes, a pacificação se deu mesmo durante uma conversa de cerca de duas horas entre os dois em São Paulo no final de maio.

O único a testemunhar a conversa, na função de “fiador” da pacificação, foi Temer, que indicou Moraes para o Supremo e é seu amigo de décadas. Foi Temer, que também se diz amigo de Esteves, quem marcou o encontro, que terminou com os dois trocando telefones.

De acordo com quem conversou com os três depois desse encontro, não dá para dizer que o ministro e o banqueiro se tornaram amigos, ou mesmo que a desconfiança tenha desaparecido completamente.

Mas Esteves, que tentou muito voltar às boas com o ministro, e o próprio Moraes, hoje em situação bem menos confortável do que no ano passado, teriam concordado que nenhum deles ganha nada alimentando a rivalidade e cortando a interlocução.

A menos que a investigação do caso Master venha a alterar o rumo das coisas, a paz entre eles deve continuar.
Com informações de O GLOBO