O martírio de Bolsonaro na eleição em que Deus pode ser decisivo
🤳 Reprodução/Redes Sociais
O ano da eleição presidencial começa com a seguinte fotografia, e estamos apenas no segundo dia de 2026: Jair Bolsonaro de volta à cela improvisada na PF de Brasília, sem direito a prisão domiciliar, apesar de ter passado por cirurgias delicadas.
Como imagem adicional, tem-se o seu ex-assessor Filipe Martins colocado em prisão preventiva, porque teria feito uma pesquisa no Linkedin, em desobediência à ordem de não acessar rede social. A defesa do rapaz nega.
Ambas as decisões são, naturalmente, do ministro Alexandre de Moraes, que as emitiu de Dubai.
O contraste não poderia mais proveitoso aos bolsonaristas. Enquanto Jair padece enjaulado, o ministro inclemente aproveita os feriados no conhecido destino de democratas do mundo inteiro, ao lado da mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, que aumentou enormemente a sua fortuna pessoal por causa do contrato assombroso firmado com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, cujo escopo permanece um mistério.
A martirização de Jair é trunfo de Flávio Bolsonaro, que começou sequestrando a pré-candidatura da direita em prol de uma anistia para o seu pai e que, agora, parece mesmo que vai concorrer com Lula.
O exemplo mais evidente da operação ideológica é o filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, intitulado Dark Horse (O Azarão), a ser lançado antes do início da campanha oficial.
Ele será estrelado pelo ator americano Jim Caviezel, que interpretou Jesus no filme A Paixão de Cristo, de Mel Gibson. Caviezel é tido como perseguido pelo establishment de Hollywood por causa das suas posições conservadoras e religiosas
Em todos os segmentos da sociedade, a disputa eleitoral passa pela guerra cultural — e religiosa. A direita parece levar vantagem nesse aspecto, e não apenas pela verdade da sua fé. Ela pode vender um mártir, enquanto a esquerda se associa ao carrasco. Bem-vindo a 2026.
COM INFORMAÇÕES DE MÁRIO SABINO/ METRÓPOLES
