O conjunto de sinais levou à suspeita de formação de uma organização criminosa integrada por servidores públicos e empresários.
O prejuízo aos cofres federais já ultrapassa R$ 22 milhões, de acordo com estimativas preliminares.
Mandados em três capitais
Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram em nove endereços de Fortaleza (CE) e dois em Natal (RN).
As medidas judiciais incluem bloqueio de bens e valores, indisponibilidade de imóveis e veículos, além da quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático dos investigados.
Os agentes federais também executaram buscas pessoais e veiculares para apreensão de documentos e dispositivos relacionados às fraudes.
Cerca de 50 policiais participam da operação.
Esquema estruturado para driblar fiscalização
De acordo com os investigadores, o grupo atuava de forma coordenada: servidores públicos permitiam que as empresas vencedoras dos contratos apresentassem medições irreais, atestando obras que não existiam ou estavam longe de serem concluídas. Em troca, haveria vantagens financeiras indevidas.
O esquema só veio à tona após o cruzamento de dados da CGU com informações de campo, que apontaram discrepâncias entre o que foi pago e o que, de fato, havia sido executado.
Fonte: Metrópoles