Onde Lula subiu e Flávio Bolsonaro caiu entre o eleitorado, segundo pesquisa Genial/Quaest; ACOMPANHE
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva; e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) (Marcelo Camargo/Agência Brasil/Ruy Baron/BaronImagens/Divulgação)
A pesquisa Genial/Quaest publicada nesta quarta-feira, 10, traz um retrato consideravelmente diferente do que se projetava no levantamento publicado em maio. Pressionado pelo escândalo “Dark Horse” e atrelado à ameaça de um novo tarifaço pelos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) perdeu pontos em segmentos importantes do eleitorado no último mês, ao passo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cresceu em vários setores no mesmo período.
A principal mudança no tabuleiro ocorreu entre os eleitores independentes — isto é, aqueles que não se consideram nem de esquerda, nem de direita. Flávio Bolsonaro, que liderava neste grupo, caiu sete pontos percentuais (pp) e chegou a 24% no segundo turno, enquanto Lula ganhou oito pontos e atingiu 37% do eleitorado.
Outro tombo ocorreu entre os evangélicos, população que é considerada um dos pilares de sustentação do clã Bolsonaro. Flávio ainda lidera neste setor, com 41% dos votos contra 26% de Lula no primeiro turno, mas o senador deslizou oito pontos para trás e o presidente oscilou um ponto para cima desde maio.
O impacto do escândalo de Flávio nas pesquisas
No recorte por renda familiar, a pesquisa traz uma boa notícia para Lula e um mau presságio a Flávio Bolsonaro. Entre os brasileiros que ganham até dois salários mínimos por mês, que compõem boa parte da base eleitoral petista, o presidente avançou três pontos e atingiu 50% do eleitorado, enquanto o senador perdeu três pontos e bateu em 23%.
No extremo oposto do espectro econômico, entre o eleitorado mais rico (acima de cinco salários mínimos mensais), que costuma tender à direita, Flávio caiu de 39% para 37% das intenções de voto — por outro lado, Lula também recuou, passando de 31% para 28% neste segmento.
Já na divisão por escolaridade, a queda de Flávio Bolsonaro foi generalizada: o filho “Zero Um” do ex-presidente Jair Bolsonaro perdeu cinco pontos entre os eleitores que estudaram até o ensino fundamental (caiu para 25%), quatro pontos entre aqueles que concluíram o ensino médio (32%) e três pontos no grupo com ensino superior completo (32%). Lula ficou estável em todos os segmentos, manteve a liderança na faixa menos escolarizada (48%) e consolidou o empate entre os mais diplomados (29%) — na parcela intermediária, permanece o empate técnico verificado em maio.
A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores em 120 municípios brasileiros entre os dias 5 e 8 de junho de 2026. A margem de erro é estimada em 2 pontos percentuais (pp), para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado junto à Justiça Eleitoral sob o código BR-07661/2026.
Com informações de VEJA
