Paciente com bactéria na vagina descobre marido necrófilo: é verdade?

Peter Dazeley/Getty Images
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19/06/2024 15:12 | 4 min de leitura


Um caso chocante viralizou nas redes sociais, no início desta semana, após a médica Larissa Pereira Faria compartilhar a história de uma paciente que procurou ajuda médica para tratar um forte odor e coceira na vagina, e acabou descobrindo que carregava uma bactéria vinda de pessoas mortas na região genital.

Segundo a médica, que usa a internet para compartilhar seu dia a dia e história inusitadas de hospitais, a mulher de 43 anos procurou a unidade médica após passar por vários profissionais e fazer uso de diversos medicamentos, que não resolveram o problema.

Larissa afirma que a coceira na vagina persistia mesmo após o uso dos remédios, além do forte odor, que foi sentido pela médica assim que a mulher chegou na porta do consultório.

“O odor era tão forte que ela se sentia constrangida em sair de casa”, revela a médica em um vídeo publicado no TikTok, que já ultrapassou as 500 mil curtidas e 50 mil compartilhamentos.

Após internar a mulher, a médica clínica geral investigou o caso e chegou a triste descoberta de que a moça havia sido infectada pela bactéria presente em cadáveres pelo próprio marido.

De acordo com Larissa, o homem transmitiu o microrganismo para a esposa, por meio de relação sexual, após praticar necrofilia com cadáveres no necrotério onde trabalhava.

História de paciente com marido necrófilo é verdadeira?
O Metrópoles tentou contato com a médica que conta casos clínicos nas redes sociais. Larissa Pereira Faria chegou a atender a reportagem, mas disse estar ocupada e voltaria a conversar mais tarde. Porém, não ligou e não atendeu mais.

De qualquer forma, a história da mulher que foi tratar de odor forte na vagina e descobriu bactéria que foi passada por marido necrófilo não é nova.

O site e-farsas enumera diversos casos parecidos em várias partes do mundo. E cita o estudioso do folclore David Enemy. O norte-americano afirmou em uma matéria que a história pode ter surgido de um conto escrito pelo professor norueguês Øystein Skundberg.

Em 1998, Skundberg divulgou o conto “O Péssimo Encontro”, em que uma moça faz sexo sem proteção com um rapaz e, depois disso, começa a sentir uma coceira muito forte na virilha. Por fim, ela é diagnosticada com uma doença supostamente transmitida por vermes só presentes em cadáveres.

Por fim, o perito criminal Marcelo Rocha Campos publicou um vídeo no TikTok (cuidado: o vídeo tem cenas fortes) explicando que não existe uma bactéria própria de cadáveres. E que a história se trata de uma das maiores lendas urbanas na internet.

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Fonte: Metrópoles

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