‘Pai na urna não vai acontecer’, afirma relator sobre exigência de Flávio Bolsonaro

Billy Boss/Câmara dos Deputados/Edilson Rodrigues/Agência Senado

O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do chamado PL da Dosimetria, afirmou à Band que não há qualquer chance de avançar no Congresso uma proposta de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro — condição que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem apresentado para abrir mão da pré-candidatura ao Planalto.

Em entrevista à Band, Paulinho disse que o pedido do senador é politicamente inviável. “Eu vi uma declaração dele de que quer o pai dele na urna. Isso jamais vai existir. Não tem como acontecer isso. Não há força política para fazer esse movimento no Congresso. Esquece a anistia; não há nenhuma possibilidade de se aprovar”, afirmou.

Flávio disse à Record TV que sua desistência depende de Bolsonaro estar “livre, nas urnas”. Segundo ele, esse seria “o preço”, e representaria “justiça com quase 60 milhões de brasileiros que foram sequestrados e estão dentro de um cativeiro neste momento, junto com Jair Messias Bolsonaro”, numa referência à prisão do ex-presidente.

Apesar de descartar a anistia, Paulinho da Força ponderou que Flávio age dentro de um contexto compreensível. “Qualquer um de nós que tivesse o pai preso estaria fazendo a mesma coisa ou até mais”, disse.

O deputado afirmou que, mesmo que a medida encontrasse algum apoio na Câmara, não passaria pelo Senado e tampouco seria validada pelo STF. Ele defendeu que a única saída possível para o caso é retomar a discussão sobre a dosimetria das penas. “Com isso, ganha-se espaço para que os advogados dele conversem, negociem, peçam ao Supremo que ele possa cumprir em casa. Agora, anistia? Esquece. Zero”, concluiu.

Fonte: