Pesquisa revela virada política: Lula tem rejeição maior que Flávio Bolsonaro; VEJA DADOS

Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo | Evaristo Sa/AFP

A nova pesquisa Meio/Ideia, realizada entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro de 2026, indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem índice de rejeição de 44%. Segundo o levantamento, esses eleitores afirmam que não votariam de jeito nenhum no atual mandatário. No mesmo cenário, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 34% de rejeição — percentual 10 pontos percentuais menor que o do petista.

O estudo ouviu 1.500 pessoas em todo o território nacional e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dados apontam a consolidação de uma divisão do eleitorado em relação à continuidade do atual governo.

Além de Lula e Flávio Bolsonaro, a pesquisa mediu a rejeição a outros nomes do espectro político. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), registra 30% de rejeição, seguido pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), com 29,4%.

Entre governadores, os percentuais são menores:

• Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem 15%;
• Ronaldo Caiado (PSD), 14%;
• Romeu Zema (Novo), 13,3%;
• Ratinho Jr. (PSD), 13%.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), é rejeitado por 11,1% dos entrevistados.

AVALIAÇÃO DO GOVERNO
A pesquisa também perguntou se Lula merece um novo mandato em 2026. Para 51% dos entrevistados, o presidente não merece ser reeleito, enquanto 47% afirmaram que ele merece continuar no cargo. Outros 2% não souberam responder.

Na avaliação pessoal, a forma como o petista conduz o trabalho na Presidência é desaprovada por 51,4% e aprovada por 46,6%. Na avaliação detalhada da gestão, o governo é considerado péssimo por 26% e ótimo por 11,8%.

METODOLOGIA
A pesquisa Meio/Ideia entrevistou 1.500 eleitores por telefone, entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Canal Meio e está registrado no TSE sob o protocolo BR-08425/2026.

Fonte: The São Paulo News