PF: O que se sabe sobre voo de Motta e empresário ligado a bets; VEJA

PF: O que se sabe sobre voo de Motta e empresário ligado a bets

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Uma investigação da Polícia Federal sobre possível contrabando em um voo privado revelou a presença de parlamentares como Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, e Ciro Nogueira (PP-PI), senador, a bordo da aeronave. O voo ocorreu em abril de 2025, quando a CPI das Bets estava em andamento no Senado, e partiu da Ilha de Saint Martin, no Caribe, com destino ao Aeroporto de Catarina, em São Roque (SP).

Além de Motta e Nogueira, os deputados Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL) também acompanharam o empresário Fernando Oliveira Lima. Ele é dono da aeronave e sócio da Fernandin OIG, empresa ligada a plataformas de apostas, como 7Games, Betão e R7.BET.

As suspeitas começaram depois de a PF identificar irregularidades no desembarque de bagagens. Ele teria sido facilitado pelo auditor fiscal Marco Canella, já indiciado por corrupção em outro inquérito.

Irregularidades no desembarque

Avião da Fernandin OIG | Foto: Reprodução/Instagram
Segundo as investigações, Canella permitiu que um funcionário do empresário desembarcasse com sete volumes de bagagem sem passar pelo raio-X. Câmeras de segurança flagraram o procedimento.

Os parlamentares, por sua vez, tiveram suas malas inspecionadas normalmente, mas ainda não se sabe se alguma das bagagens passadas ilegalmente pertence a eles.

Em nota, Hugo Motta afirmou que “cumpriu todos os protocolos e determinações estabelecidas na legislação aduaneira” e aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os demais parlamentares citados ainda não se pronunciaram sobre o caso.

O empresário declarou que “o desembarque seguiu todo o processo normal” e atribuiu as bagagens ao comandante do voo.

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O relatório parcial da Polícia Federal recomenda o envio do inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF), pois a continuidade das investigações pode apontar envolvimento dos parlamentares em crimes apurados.

O ministro Alexandre de Moraes recebeu o caso na Suprema Corte e o encaminhou à Procuradoria-Geral da República para análise inicial sobre eventuais indícios de crime.
Com informações de Revista Oeste