PM oficializa aposentadoria de tenente-coronel acusado de tirar a vida da esposa; VALOR CHAMA ATENÇÃO
REPRODUÇÃO NDMAIS
A Polícia Militar de São Paulo oficializou a transferência do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto para a reserva remunerada. A decisão ocorre a pedido do militar, após ele ser acusado pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo) de assassinar a esposa, a também policial militar Gisele Alves Santana.
O despacho foi divulgado em Diário Oficial na terça-feira, 09 de junho. O oficial está preso preventivamente e é réu pelo feminicídio da mulher. Segundo as investigações, Gisele foi morta após desejar encerrar o relacionamento.
Com a publicação, o Governo de São Paulo insere o oficial como beneficiário da previdência estadual, a contar da competência de maio de 2026.
Antes de ingressar na inatividade, Geraldo Leite Rosa Neto recebia remuneração mensal superior a R$ 30 mil, tendo alcançado o valor bruto de R$ 34.609,91 em janeiro, montante que incluía o salário-base e adicionais como o abono permanência.
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Tenente-coronel alegou suicídio, mas investigação descartou
A investigação da morte de Giselle descartou a hipótese inicial de suicídio, registrada em 18 de fevereiro, data em que a soldado foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento em que morava com o tenente.
O laudo pericial constatou que a vítima tinha 1,65 metro de altura e não alcançaria o armário de dois metros onde a arma ficava guardada sem o auxílio de um móvel.
Os peritos também identificaram sinais de luta corporal, lesões no rosto e pescoço compatíveis com tentativa de esganamento ou mata-leão, o que indicou que a arma foi colocada na mão da soldado após o disparo.
As investigações da Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo e do MPSC (Ministério Público do Estado de São Paulo) detalharam que o crime aconteceu após a vítima manifestar o desejo de divórcio.
Mensagens extraídas do celular do policial revelaram um padrão de controle e abuso, no qual o oficial exigia relações sexuais como compensação pelas despesas domésticas, definindo-se como “Macho Alfa provedor” e impondo regras restritivas à esposa.
Caso chocou PM de São Paulo
Testemunhas e colegas de trabalho relataram episódios de perseguição no batalhão onde a soldado trabalhava e comportamento agressivo por parte do tenente-coronel.
Após o crime, o oficial tomou banho e trocou de roupa no apartamento, e testemunhas relataram que três policiais militares realizaram a limpeza do imóvel horas depois, configurando indícios de fraude processual.
O Ministério Público de São Paulo denunciou o tenente-coronel com base na Lei 14.994, que prevê penas de até 40 anos para o crime de feminicídio, além de requerer uma indenização mínima de R$ 100 mil para os familiares da vítima.
A defesa do oficial contestou a competência cumulativa da Justiça Militar e da Comum, alegando que o réu colabora com as investigações e que as mensagens privadas foram divulgadas fora de contexto.
Com informações de NDMAIS
