PM reza Pai Nosso após balear autista e pede em desespero para ele não m0rrer; VEJA VÍDEO

PM reza Pai Nosso após balear autista e pede para ele não m0rrer; VEJA VÍDEO

REPRODUÇÃO DE VÍDEO

Após apertar o gatilho seis vezes em direção ao eletricista Igor Hyppolito, em 29 de abril, na zona norte paulistana, o Cabo PM Cauan Alencar Bastos passou a manifestar aparente arrependimento por balear a vítima, que morreu instantes depois, no Hospital Geral de Taipas.

O policial militar chegou a rezar um Pai Nosso, em voz alta, quando ficou momentaneamente sozinho perto de uma viatura.

Antes de perder o fôlego completamente, Igor balbuciou “não consigo respirar, eu não consigo respirar”, como consta em registro de uma das câmeras corporais dos PMs envolvidos no caso. O eletricista, que era autista, segundo a família, foi ferido a tiros na região das costelas, após ameaçar com um facão um motoboy, durante uma briga de trânsito.

O cabo Cauan e o soldado José Otávio Ribeiro foram acionados pelo motoqueiro, quando estavam em um posto de combustíveis, do qual se deslocaram até a Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, onde avistaram Igor com o facão.

Na versão relatada na delegacia, ambos os policiais afirmaram ter atirado para supostamente retaliar Igor, que “insurgiu” contra eles.

A câmera corporal do cabo Cauan registrou outra dinâmica. Antes mesmo de desembarcar da viatura, como revelou o Metrópoles, o policial afirmou “peraí que eu vou matar ele [Igor], eu vou dar tiro“. Em seguida, saiu do carro já apertando o gatilho. O soldado também disparou, ao menos uma vez, sem mesmo desembarcar da viatura.

Na sequência, os policiais permaneceram por cerca de meia hora no local, período em que relataram pessoalmente aos superiores suas versões do caso e, também, durante o qual o cabo Cauan aparentemente se arrependeu dos disparos direcionados à vítima, que agonizava no asfalto.

Logo após os tiros, um borracheiro quase atingido por uma das balas perdidas dos PMs reclamou em voz alto sobre o ocorrido, sendo xingado pelo cabo Cauan, que, irritado, foi até a testemunha com a arma em punho.

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COM INFORMAÇÕES DE METRÓPOLES